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Lopes Baptista Morais

Lopes Baptista Morais

O ESTILO DE QUE MUITOS NOS ORGULHAMOS

 

 

 

             Do tempo em que se animava em cima dos andaimes nos arredores do são Paulo, de como a plateia vibrava com a felicidade, jacobino, Chica , xitunda e muito mais, fazia nos acreditar que somos capazes de dar origem e preservar um estilo que só angolano consegue cantar e dançar.

Na altura estávamos preocupados com o que cantávamos, mas o que nos identificava de facto era a dança, bastava observar para chama-la “kuduro”.

             O tempo passou o que era  feito com algum primor passou a ser apenas algo para “aparecer”.Surgiram pessoas a ofenderem, estas foram censurados e para ter paz de consciência chegaram mesmo a desculpar-se. O pior aconteceu quando cada um resolveu criar a sua dança em cada música que catavam, e as indecências passaram a ter outros nomes “CHUPA-LA; DO CAMBWA; WINDEQUE; TCHUCO, etc.

             Musicas como as que citamos em nada ajudam a nossa sociedade no que diz respeito a sanidade mental, já que os seus teores remetem-nos a interpretações pouco dignas.

             Numa sociedade onde consumimos de forma desmedida os produtos que nos vendem através dos meios de comunicação, para o bem das nossas crianças tais músicas  deviam ser consumidas apenas em circuitos fechados e nunca serem divulgados pelos meios de comunicação.

             Se queremos uma sociedade saudável, então que distribuamos apenas produto saudável para os populares.Vamos preservar o nosso estilo, mas de maneira pedagógica!