Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lopes Baptista Morais

Lopes Baptista Morais

O ESTILO DE QUE MUITOS NOS ORGULHAMOS

 

 

 

             Do tempo em que se animava em cima dos andaimes nos arredores do são Paulo, de como a plateia vibrava com a felicidade, jacobino, Chica , xitunda e muito mais, fazia nos acreditar que somos capazes de dar origem e preservar um estilo que só angolano consegue cantar e dançar.

Na altura estávamos preocupados com o que cantávamos, mas o que nos identificava de facto era a dança, bastava observar para chama-la “kuduro”.

             O tempo passou o que era  feito com algum primor passou a ser apenas algo para “aparecer”.Surgiram pessoas a ofenderem, estas foram censurados e para ter paz de consciência chegaram mesmo a desculpar-se. O pior aconteceu quando cada um resolveu criar a sua dança em cada música que catavam, e as indecências passaram a ter outros nomes “CHUPA-LA; DO CAMBWA; WINDEQUE; TCHUCO, etc.

             Musicas como as que citamos em nada ajudam a nossa sociedade no que diz respeito a sanidade mental, já que os seus teores remetem-nos a interpretações pouco dignas.

             Numa sociedade onde consumimos de forma desmedida os produtos que nos vendem através dos meios de comunicação, para o bem das nossas crianças tais músicas  deviam ser consumidas apenas em circuitos fechados e nunca serem divulgados pelos meios de comunicação.

             Se queremos uma sociedade saudável, então que distribuamos apenas produto saudável para os populares.Vamos preservar o nosso estilo, mas de maneira pedagógica!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valores morais em tempo de paz

 

Depois de um fim-de-semana em grande no futebol, onde o Interculbe de Angola e o meu glorioso 1º  de Agosto conseguiram ultrapassar os seus adversários, passei uma segunda-feira por sinal o dia da paz (4 de Abril) pensando nos benefícios que a mesma trouxe passados nove anos.
Pensei em quase tudo, mas o que chamou a minha atenção é o que se tem feito para o resgate dos valores morais em tempo de paz. Foi assim que lembrei de várias personalidades do país que já se pronunciaram sobre o assunto.
Analisei seus discursos, enquanto o fazia, ouvi um som bem alto que vinha do outro lado da rua, fruto de uma maratona alusiva o dia da paz que já durava três dias. Homens, mulheres e crianças faziam daquele lugar o seu habita, consumindo álcool por excesso, prostituindo-se e ouvindo músicas de teor indecente. É com pena que recordei que não seria necessário sair de casa para ter contacto com tais músicas, pois que os meios de difusão massiva passam-nas variadíssimas vezes, e o álcool, as crianças convivem com o mesmo desde o ventre da mãe ate a idade que já podem ser mandadas comprar.
Penso que a luta pelo resgate dos valores morais devia começar no conteúdo que a média oferecem ao público. Deve se pensar mais no conteúdo programático diário, no tempo que é dedicado para crianças e inclusive o carácter dos responsáveis por estes programas.
Todas as vezes que penso no resgate dos valores morais, penso nas crianças, embora não ser minha frase predilecta – naqueles que são o futuro do amanhã -. Disse não ser minha frase predilecta pois que não basta ser criança para ser o futuro do amanhã, é necessário apostar nela, orienta-la, enfim ter pais presentes e um governo disposto a cumprir e fazer cumprir os direitos da criança, porquanto delas pertence o futuro e a nós cabe prepara-lo.
Foi pensando numa Angola melhor que passei o dia da paz e, ainda assim acredito que não basta pensar é necessário agir, e o agir tem que ser agora.
    Paz para todos.

 

 
           Virtualidade