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Senhor dirigente pergunte aos que te rodeiam

por Lopes Baptista Morais, em 20.05.17

Senhor  dirigente, ser  responsável de uma instituição é motivo de prestígio, ou pelo menos devia ser prestigiante, não pela posição ocupada, mas pelo nível, empenho e resultados obtidos  enquanto dirigente. A forma simples para medir o nível de direcção, é perguntar, ainda que de forma indirecta, aos que diariamente  fazem esforços, para manter o cadeirão mais importante, que o ilustre com muita vaidade ocupa.

Eis as perguntas que podes fazer aos que te rodeiam:

Como é o meu nível de direcção ?

Tenho esquecido que os que rodeiam são seres humanos, com necessidades, que posso ajudar resolver ?

O que pensam realmente de mim ?

Caso um dia deixe o cargo de chefia, como seria a relação com os meus colegas?

Para ti, podes perguntar o seguinte:

Tenho capacidade para ocupar o cargo que me foi confiado ?

Que esforço tenho feito para superar-me ?

O que faço, faço-o pensando em mim ou no país ?

            

Senhor dirigente pergunte aos que te rodeiam

 

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publicado às 22:33


O morto carregado em Kupapata na terra dos ovos de ouro

por Lopes Baptista Morais, em 20.08.16

 

 

 

 

Mariquinha essa crise não é para menos.

Como sabes todos os dias tenho de passar pelo cemitério da Camama, já vi várias cenas, vendas de bebidas alcoólicas na porta do cemitério, lutas dentro do cemitério, pessoas a telefonarem e tirarem fotos no acto do enterro e mais coisas…

Mas hoje Mariquinha, eu vi tristeza  no rosto de quem teve que usar  uma moto de 3 rodas, a famosa  “Kupapata” para levar o corpo do  falecido à morque do hospital geral de Luanda.

Essa nossa terra onde as galinhas abundam é de muitas makas, enquanto muitos sofrem, outros reafirmam que tudo fazem para garantir qualidade de vida. Qual qualidade sem mesmo depois mortos, alguns são transportados em “Kupapata”.

Mano António tenha calma, sei que estás aborrecido, cuidado é isso que eles querem, nos aborrecer, ter problemas de tensão e morrer.

Tens razão Mariquinha, mas o que vi é de lamentar

 

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publicado às 10:50


Dicas para anular um fofoqueiro

por Lopes Baptista Morais, em 29.07.15

Uma reflexão a cerca da fofoca e dos fofoqueiros

 

AS TRÊS PENEIRAS O pequeno Raul saiu da escola a correr, chegou a casa ao beijar a mãe exclamou: -Já sabes o que dizem do António? -Espera lá, já me contas, mas antes de principiares lembra-te das três peneiras…

-Quais peneiras, minha mãe?

-A primeira chama-se VERDADE. Tens a certeza de que é certo o que queres dizer?

-Não; se é certo não sei. Vês? E a segunda chama-se BENEVOLÊNCIA. Será benevolente, será boa, essa notícia que me trazes?

-Não, minha mãe, não é boa.

-Vês? E a terceira chama-se NECESSIDADE. Será necessário repetires-me tudo isso que te contaram desse teu camarada? -Não, minha mãe.

- Pois se não é NECESSÁRIO nem BENEVOLENTE e talvez nem seja VERDADE, é preferível, meu filho, não me dares a notícia.

 

Texto do Manual de Ensino de Base da 5ª e 6ª classe, página 21

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publicado às 17:24


SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA E O TÃO ESPERADO COMBATE

por Lopes Baptista Morais, em 17.07.15

Depois de um dia muito bem conseguido no Parque Nacional da Quiçama, na companhia de colegas e investigadores era chegada a hora de regressar ao local de serviço para o posterior merecido descanso.

Como faço habitualmente todos os dias que passo na estrada direita do camama refletíamos nas campanhas que são feitas através dos medias para o combate a sinistralidade rodoviária, no quanto as pessoas são teóricas, no que toca este assunto e naquela estrada sem separador, com uma sinalização deficiente e falta de iluminação pública.

No decorrer da conversa exclamei engarrafamento! A esta hora? Quando nos aproximamos conseguimos ver uma senhora e uma criança no meio da estrada, completamente mal tratada, cheia de sangue a gritar:

“Socorro! Socorro! Socorro…”

Quem quisesse ajudar dizia:

“Ninguém tem uma carrinha para os levarmos ao hospital”?

Próximo da senhora havia um carro de marca Jin Bei de cor azul e branca, o motorista preso ao volante gritava:

“Vou morrer, vou morrer, vou morrer”…

No outro carro envolvido no acidente já não havia ninguém no momento em que chegamos.

Tristes por presenciarmos uma situação que podia muito bem ser evitada, tivemos que tomar uma actitude ao invés de simplesmente olhar e ouvi-los a clamarem por socorro. Seguimos até a base dos bombeiros que não ficava muito distante do local do acidente, informamos o que tinha acontecido, soou o alarme, os efectivos mostravam-se prontos para mais uma operação de salva vida.

Devíamos fazer uma campanha de incentivo ao AMOR AO PRÓXIMO, ao começar por aqueles que concebem e executam estradas como a que temos na rua direita  do CAMAMA, os que disponibilizam dinheiro para o pagamento das obras, os que deviam fiscalizar as obras, os que ao invés de socorrer querem fotografar para de seguida publicar nas redes sociais, etc, etc.

Agora faço um apelo, como devido respeito, aos que nos representam na Assembleia Nacional e que neste momento já criam estratégias para voltarem a fazer em 2017 e talvez em maior número, será uma DEMOSTRAÇÃO PRÁTICA de amor por NÓS que os elegemos se nos ajudarem a melhor as estradas como a do CAMAMA, a andarem connosco nas passagem superiores de metal e avaliarem o grau de segurança técnica e higiene no interior das mesmas e viverem pelo menos um dias os riscos que corremos nos táxis… 

Somos especiais SIM, mas por favor façam-nos SENTIR especiais de facto.

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publicado às 20:32


O António e hospital Américo “Boa” Vida

por Lopes Baptista Morais, em 26.05.14

Mariquinha não vais acreditar no que vi hoje. Amor ao próximo precisa-se nos “nossos” hospitais. Hoje eu vi pessoas a serem corridas do hospital Américo “Boa” Vida como se cães se trata-se pela guarda do referido hospital, lá os familiares dos doentes são obrigados muitas das vezes a pagar para saber do estado do seu paciente. O que mais entristeceu-me foi ver pessoas a reclamarem porque tinham que regressar com a refeição sem ver o paciente e outros cheios de lágrimas já que seu familiar embora ter falecido muitas horas atrás a informação foi divulgada três dias depois, que triste! Marquinha minha amiga de longa data, essa mania de pensam que nos fazer favor quando vamos a um hospital público tem que acabar, esses servidores públicos, são pagos com o dinheiro do país e se descobriram que estão na profissão errada, a culpa não é nossa, ainda há muito lugar no mercado e outros locais. Temos que cultivar o amor próprio e pelo nosso próximo, não podemos continuar a pensar que é normal morrer no hospital enquanto os médicos, enfermeiros passam de um lado para outro como se estivessem numa passarela. Convidou-te a visitar o hospital Américo Boa Vida e verás como são tratadas as pessoas a começar da segurança com o nome: Jocas ponto de encontro e termina com os ... Minha amiga essa Luanda onde viemos por causa da guerra vai nos matar de tanto sofrimento...

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publicado às 22:13


O António e as eleições

por Lopes Baptista Morais, em 06.08.12

Mariquinha como sempre pela manhã da uma volta a sanzala para cumprimentar seus vizinhos. Ao chegar a casa do António notou que alguma coisa estava diferente, havia um sorriso no rosto do António e por isso questionou:

António desta vez deram-te algum ovo? Não vives dizendo que embora estejas numa terra onde as galinhas abundam nenhum ovo possuis?

Marquinha são as eleições! Seria bom que fossem todos os anos. Em ano de eleição somos lembrados, bem tratados, prometem-nos tudo e se bem reparaste temos água e luz coisas que há muito nos faltava. Faz-me recordar o tempo em que era miúdo só me compravam brinquedo no natal – afinal meus pais não podiam fazer muito mais- esse momento de campanha faz-me recordar ainda ó Mariquinha as promessas que um dia me fizeram e olha só, nada tenho e acabei sozinho.

Apesar das promessa desejo que tudo corra bem e que vença aquele que melhor argumento apresentar e você Marquinha cuidado, muito cuidado…

 

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publicado às 13:46


A indecência que virou moda

por Lopes Baptista Morais, em 25.07.12

Cresci aprendendo que não devemos faltar respeito aos mais velhos,que determinadas EXPRESSÕES  nunca deviam ser usadas por não representarem nenhum ganho ao nosso vocabulário. Por estas e outras razões usavamos palavras indecentes só na conversa com amigos.

Para o meu espanto ao chegar a casa minha filha dirigi-se ate mim e antes do beijo de saudação diz:

Pai também compra-me uma TCHUNA Baby, parei, olhei para outro lado e lá estava a minha mãe, senti vergonha porque no passado TCHUNA era o termo que usavamos para designar o SEXO FEMENINO,mas ninguém disse nada,simplesmente meteram-se em risos por uma menina de 2 anos querer usar um calção curto que com orgulho muitos o chamam de TCHUNA Baby .

Penso que o termo TCHUNA Baby serve apenas para mostrar o quanto a indecência está a tomar conta da nossa Juventude e pior ainda,aqueles que não sei o porque lhes foi dado o poder de fazer opinião usam e abusam deste para promover a indecência.

 

Que ganhos o termo que não mais repitirei traz ao seu vocabulário?

 

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publicado às 11:50


FEIRA DO LIVRO NO CAMPUS UNIVERSITÁRIO

por Lopes Baptista Morais, em 27.04.12

O Livro é uma voz que nos fala, é um pensamento vivo separdo de nós pelo espaço e pelo tempo.

A forma de estar na vida depende muito dos livros que lemos e amigos com os quias convivemos.

Desta feita é importante se promova o gosto pela leitura e a UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO realizou de 23 a 27 de Abril A Primeira feira do Livro no Campus Universitário.

Viva a leitura

 

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publicado às 09:46


A EDUCAÇÃO DA VONTADE

por Lopes Baptista Morais, em 19.04.12

           « A vontade é a fonte de energia espiritual do homem.É a força que nos empurra para conseguir um bem, que se transforma assim num  fim dos nossos actos.Vontade e inteligência requerem-se mutuamente.Na inteligência temos o meio para saber qual é o bem real que deve mover a vontade;na vontade temos força para atingir  os fins apontados pela inteligência.A vontade vem coroar e dar eficácia à formação intelectual precisamos de uma vontade forte para vencer as dificuldades que em cada momento se podem opor às nossas decisões  e desejos»

             Vamos educar a nossa vontade, pois assim cultivaremos a inteligência.

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publicado às 21:27


O ABRIL DO ANTÓNIO

por Lopes Baptista Morais, em 13.04.12

       Depois de desejar paz para todos, António sintiu-se triste não só por não possuir ovos numa terra onde as galinhas abundam,sua tristeza deveu-se também pelo facto de ter perdido neste  mês (passado um ano) um amigo escritor e professor ...

     Mariquinha atenciosa como sempre questiona:

  - O que tens agora?São ainda os ventos dos ganhos da paz?

     António responde:

     Com Ele aprendi sociologia do consumo,analisei os problemas sociais de Angola e hoje recordo -o com dor , era um  digno filho da terra do bago vermelho.

     Recordo ainda que amanhã me sentirei VELHO,será o dia da JUVENTUDE angolana e mais uma vez não serei chamado para a ceremónia .

     Mas religiosamente acretitarei no futuro e UM DIA será O MEU DIA podes crer Mariquinha.

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publicado às 00:35


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